Como se candidatar para a vaga de Coordenador B2B na Caju
O mercado de benefícios corporativos no Brasil passou por uma revolução silenciosa, mas poderosa, nos últimos anos. Deixamos para trás a era do “vale-coxinha” engessado para entrar na era da flexibilidade e da autonomia do colaborador. No centro dessa transformação está a Caju, uma das HRTechs mais proeminentes do país.
Mas uma empresa de tecnologia que vende para outras empresas (B2B) não se sustenta apenas com um produto bonito. A retenção e a satisfação do cliente corporativo — o RH e os gestores financeiros — são o verdadeiro motor do crescimento. É neste contexto que surge uma oportunidade de carreira extremamente relevante para profissionais de Customer Experience: a vaga para Pessoa Coordenadora de Experiência do Cliente B2B, aberta em janeiro de 2026.
Neste artigo, vou dissecar essa oportunidade, analisando não apenas os requisitos técnicos, mas o impacto estratégico que essa posição tem no ecossistema da Caju e o que isso sinaliza sobre as tendências de CX para este ano.
O Papel Estratégico do CX no B2B
Muitos profissionais ainda confundem CX (Customer Experience) com Suporte ao Cliente (CS). Embora estejam ligados, a vaga na Caju deixa claro que o foco aqui é muito mais amplo. No modelo B2B, especialmente em SaaS (Software as a Service) e Fintechs, o cliente não compra o produto apenas uma vez; ele renova, expande ou cancela (churn) baseando-se na experiência contínua.
A posição de coordenação na Caju exige um olhar híbrido:
- Gestão de Pessoas: Liderar supervisores e garantir a saúde do time.
- Gestão de Dados: O anúncio é enfático sobre a capacidade analítica.
- Visão de Produto: Atuar como a voz do cliente para melhorar a tecnologia.
O que a Caju está buscando (e o que isso diz sobre a empresa)?
Ao analisar a descrição da vaga, percebemos que a Caju está em um momento de escalabilidade com qualidade. Quando uma empresa pede foco em “tendências, gargalos e oportunidades de melhoria na jornada”, ela está admitindo que o atendimento não pode ser apenas reativo.
Os principais pilares desta posição são:
- Liderança de Líderes: Você não vai apenas gerenciar atendentes, mas desenvolver uma equipe de supervisores. Isso requer maturidade de gestão e habilidade de mentoria.
- Domínio de Métricas: A vaga cita explicitamente SLA (Nível de Serviço), TMA (Tempo Médio de Atendimento), FCR (Resolução no Primeiro Contato) e CSAT (Satisfação do Cliente). Para um candidato se destacar, não basta saber o que são essas siglas; é preciso saber como uma impacta a outra e como elas afetam a receita da empresa.
- Colaboração Cross-Functional: O trecho “atuar de forma colaborativa com outras áreas” é chave. O Coordenador de CX B2B precisa ter trânsito livre com as equipes de Produto e Engenharia para garantir que os feedbacks dos clientes se transformem em features ou correções na plataforma.
Cultura e Benefícios: O “Dogfooding” na Prática
No mundo da tecnologia, chamamos de “eating your own dog food” (comer a própria ração) quando a empresa usa seus próprios produtos. Trabalhar na Caju significa vivenciar a proposta de valor que você venderá ou apoiará.
A Caju se destaca não apenas pelo produto, mas por uma cultura organizacional forte e moderna. A vaga é 100% remota, o que em 2026 continua sendo um diferencial competitivo imenso para atrair talentos de todo o Brasil (embora tenham escritório em SP para quem preferir).
Destaques do pacote de benefícios:
- Saúde Mental e Física: Parcerias com Zenklub (terapia), Wellhub (antigo Gympass) e plano de saúde sem coparticipação (algo raro hoje em dia).
- Desenvolvimento: Incentivo a idiomas com Rosetta Stone e parcerias educacionais (Alura).
- O Cartão Caju: Liberdade para usar o saldo em diversas categorias (Saúde, Cultura, Mobilidade, etc.).
Além disso, a empresa reforça seu compromisso com a diversidade, incentivando explicitamente a candidatura de pessoas negras, mulheres, LGBTQIA+, indígenas e PcD. Isso não é apenas “bom mocismo”; equipes diversas em CX comprovadamente geram mais empatia e soluções melhores para uma base de clientes heterogênea.
O Perfil Ideal: Quem deve se candidatar?
Com base na análise da descrição, o candidato ideal não é apenas um gestor de Call Center tradicional. A Caju procura um Estrategista de Operações.
Você tem grandes chances se:
- Já viveu o mundo Fintech/HRTech: A experiência prévia com operações B2B nesses setores é listada como diferencial, mas eu diria que é quase essencial para reduzir a curva de aprendizado sobre as complexidades regulatórias e de produto.
- É Data-Driven: Se você toma decisões baseadas em “feeling” e não em dashboards de CRM e plataformas omnichannel, essa vaga não é para você.
- Tem Resiliência e Adaptabilidade: Startups e scale-ups são ambientes dinâmicos. Prioridades mudam. O candidato precisa gostar desse ritmo acelerado.
O Processo Seletivo: Uma Maratona, não um Sprint
É importante alinhar expectativas. O processo seletivo da Caju é detalhado, contendo 8 etapas:
- Cadastro
- Pré-entrevista
- Entrevista com Gente e Gestão (GG)
- Entrevista com Liderança
- Entrevista Técnica (Provavelmente um case de análise de indicadores ou gestão de crise)
- Proposta
- Entrevista com Stakeholder (Bar Raiser ou par de outra área)
- Contratação
Isso demonstra o rigor da empresa em garantir o cultural fit. Prepare-se para uma jornada de algumas semanas, mas que promete valer a pena pela solidez da vaga.
Conclusão e Próximos Passos
Se você é um líder de Customer Experience apaixonado por transformar a relação entre empresas e colaboradores, e possui a capacidade analítica para gerir operações complexas, esta é uma das melhores oportunidades abertas no início de 2026.
A Caju não está apenas oferecendo um emprego; está oferecendo a chance de liderar a experiência do cliente em uma empresa que está redefinindo o RH no Brasil.
⚠️ Atenção ao prazo: As inscrições vão apenas até 21 de janeiro de 2026. Não deixe para a última hora.
Prepare seu LinkedIn, revise seus resultados passados (foque em números: quanto você melhorou o CSAT? Quanto reduziu o TMA?) e boa sorte!

