Oportunidade para Gerente Financeiro: Trabalho Remoto e Estratégico

O setor imobiliário brasileiro está passando por uma transformação sem precedentes. Com a ascensão de novas loteadoras focadas em tecnologia e sustentabilidade, o perfil do executivo financeiro mudou drasticamente. Hoje, não buscamos mais apenas um “guarda-livros”, mas sim um arquiteto financeiro.

Recentemente, uma oportunidade para Gerente Financeiro em uma promissora loteadora de São Paulo chamou a atenção do mercado. Mais do que uma simples vaga de emprego, ela reflete o que há de mais moderno na gestão de infraestrutura e urbanismo. Neste artigo, vamos mergulhar nos desafios desse cargo e entender como a gestão financeira estratégica é o alicerce para o crescimento sustentável de qualquer empreendimento imobiliário.

1. Do Zero ao Império: A Estruturação de Processos

Trabalhar em uma empresa que está “nascendo” com o propósito de transformar o conceito de urbanismo exige uma mentalidade de founder. O primeiro grande desafio de um Gerente Financeiro nesse cenário é a estruturação do zero.

Diferente de empresas consolidadas, onde os processos já estão engessados, aqui o profissional tem a tela em branco para:

  • Implementar sistemas ERP robustos.
  • Desenvolver políticas de tesouraria.
  • Criar fluxos de aprovação que equilibrem agilidade e segurança.

2. A Ciência da Viabilidade Financeira em Loteamentos

No setor de loteamento e construção civil, a análise de viabilidade não é apenas uma planilha de Excel; é a bússola do negócio. O Gerente Financeiro precisa dominar indicadores como:

  • VPL (Valor Presente Líquido): Para entender se o valor dos lotes vendidos no futuro justifica o investimento pesado em infraestrutura hoje.
  • TIR (Taxa Interna de Retorno): Para garantir que o capital dos investidores ou da própria empresa esteja sendo remunerado acima do custo de oportunidade.
  • Exposição de Caixa: Gerir o “gap” entre o gasto com as obras de saneamento e asfalto e o recebimento das parcelas dos compradores, que geralmente ocorre no longo prazo.

3. Além dos Bancos: Mercado de Capitais e Securitização

Um ponto fascinante da gestão moderna em loteadoras é o distanciamento da dependência exclusiva de bancos tradicionais. O profissional de elite hoje precisa entender de Mercado de Capitais.

A utilização de instrumentos como o CRI (Certificado de Recebíveis Imobiliários), emissão de debêntures e processos de securitização são vitais. Essas ferramentas permitem que a loteadora antecipe os recebíveis das vendas a prazo para reinvestir em novos terrenos e obras, acelerando o ciclo de crescimento de forma sustentável.

4. O Parceiro Estratégico do CEO

A vaga em questão destaca que o Gerente Financeiro será um parceiro estratégico do CEO. Isso significa que os relatórios gerenciais não devem apenas mostrar o que aconteceu no mês passado, mas sim projetar cenários.

  • Cenário A: E se a taxa de juros subir e a inadimplência aumentar?
  • Cenário B: E se o custo da matéria-prima para pavimentação disparar?
  • Cenário C: Como otimizar a carga tributária específica (como o RET – Regime Especial de Tributação) para maximizar o lucro líquido?

5. Competências Comportamentais: O Lado Humano dos Números

Não se faz urbanismo apenas com números. A resiliência é citada como requisito essencial por um motivo claro: o mercado imobiliário é cíclico e sensível à macroeconomia.

A capacidade de liderar equipes, negociar com fornecedores de infraestrutura e manter o foco em resultados em meio à volatilidade é o que separa um gestor comum de um líder de sucesso.

Conclusão

O mercado de loteamentos em São Paulo está em busca de profissionais que queiram deixar um legado. Se você possui experiência no setor, domina a análise de indicadores financeiros e tem o desejo de construir processos do zero, o momento nunca foi tão propício.

O futuro das cidades depende de um urbanismo bem planejado, e um urbanismo bem planejado começa com uma saúde financeira impecável.

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